PROFISSIONAL ACIMA DA MÉDIA – UMA DICA INUSITADA

“Diga-me com quem tu andas e te direi quem és”. Saiba como este ditado popular pode ter influência em como ser um profissional acima da média.

 

Não há dúvida que o profissional acima da média, aquele que faz a diferença, é sempre o mais cobiçado e valorizado.

Inevitavelmente, sendo levado ao topo da pirâmide não somente pela procura, mas também por sua relativa escassez. Realmente, não há dúvida quanto a isto.

Mas e quanto aos medianos? Afinal, ser um profissional mediano é ruim ou bom? Ser um profissional mediano é uma questão de escolha ou será resultado somente de variáveis externas? Há algum fator que possa ajudar a “subir a média”?

 

“O mundo precisa de medianos, muitos medianos, pessoas nem pequenas nem grandes nem boas nem más que deem parâmetro a todos os valores… “  Renato Essenfelder (jornalista e escritor)

 

OS PERNAS DE PAU E OS CRAQUES

Vamos contar aqui uma história e fazer uma analogia com o dia a dia.

Dois amigos que jogam futebol e que possuem um nível considerado mediano, ingressam em um clube para a prática deste esporte.

Eles não são pernas de pau e muito menos craques.

Assim que entram como sócios descobrem que nas terças-feiras acontece uma partida onde a maioria dos jogadores é perna de pau e que às quintas acontece uma outra onde a maioria é craque.

Inicialmente, os dois optam por jogar bola às terças-feiras, com o grupo de jogadores inferiores.

Começam a participar das partidas e é tudo perfeito: eles são sempre os primeiros a serem escolhidos, todos passam a bola para eles, eles driblam e fazem gols com certa facilidade, e ao final da partida sempre recebem elogios e a sensação é deliciosa.

Passado um tempo, um dos amigos fica entediado e resolve ir jogar na quinta-feira com o grupo de craques.

A experiência inicial é um terror, sendo sempre o último a ser escolhido e normalmente só para preencher o time. Ninguém passa a bola para ele e driblar e fazer gols é uma dificuldade. Ao término das partidas ele é sempre o motivo de chacota do jogo e a sensação é horrorosa.

Apesar disto, ele não desanima. Encara isso como desafio e segue em frente perseverante.

Depois de mais algum tempo, por uma questão de agenda, ele decide voltar ao grupo inicial.

Chegando lá, ele percebe que seu amigo que permaneceu nos jogos às terças manteve o mesmo nível técnico, talvez até um pouco pior, assim como os demais.

Porém, para sua surpresa, logo que retornou ele passou a se destacar ainda mais do que todos, exibindo uma técnica inclusive superior à que possuía quando da época de sua saída.

 

MAS QUE FATOR É ESTE QUE PODE AFETAR SEU DESEMPENHO?

Segundo uma pesquisa muito interessante realizada na Kellogg School of Management, há uma influência direta entre nosso desempenho e as pessoas que se sentam próximas a nós no trabalho.

Em resumo, por um processo de influência ou transbordo positivo ou negativo, seus vizinhos de trabalho podem aumentar a sua produtividade ou até baixá-la a ponto de você correr risco de perder seu emprego.

Nos casos de transbordo positivo, pode chegar a um aumento de até 15% no rendimento. Parece incrível, não?

Se voltarmos à história da experiência dos amigos no futebol, parece mais claro agora, como aquele que se aventurou no time dos craques, aumentou sua técnica e aprimorou-se, relativamente aos parceiros do time menos técnico.

O convívio, mesmo penoso no início, com atletas mais habilidosos e de nível superior, possibilitou este aumento de rendimento através da influência e definição de parâmetros mais elevados.

Assim, se nós pudéssemos dar apenas uma dica simples, porém inusitada, para aqueles que se consideram medianos, mas não se contentam com esta condição e desejam se desafiar e alcançar um nível profissional acima da média, esta dica seria: “fique atento e olhe ao seu redor”.

 

Olhe ao seu redor, procure e cerque-se de pessoas melhores.

 

Conviva e aproxime-se de profissionais extraordinários, habilidosos, inteligentes e eficientes, que naturalmente lhe definirão novos parâmetros e padrões através de uma influência positiva.

É certo que o desafio não depende somente deste fator, mas é uma maneira bem econômica e inusitada de se aumentar a produtividade. E além disto, é difícil dispensar uma dica boa e barata e que ainda pode ajudá-lo a se tornar um profissional acima da média, não é mesmo?

E uma última observação.

 

“Diga-me com quem tu andas e te direi quem és”

 

Segundo a mesma pesquisa da Kellogg School, esta influência ou transbordo também podem ser negativos. Ou seja, assim que uma pessoa tóxica surge ao seu lado, seu risco de se tornar tóxico também aumenta!

Este bom e velho ditado nunca foi tão verdadeiro!

 

MOOT IT

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